Direitos Reservados: Todas as imagens foram feitas no CINEMA 4D (Design, Modelagem ,Iluminação, Renderização) Rodolfo Clix

Fotorrealismo é a denominação de uma escola de pintura que transporta com bastante fidelidade para o meio pictórico imagens originalmente obtidas com uma câmera fotográfica. A escola começou a florescer nos Estados Unidos no final dos anos 1960 como uma derivação da arte pop e como uma reação ao expressionismo abstrato e ao minimalismo,[1][2] e veio a gerar uma corrente ainda mais detalhista conhecida como hiper-realismo.

Nos anos 1950 a crítica de arte ligada à estética modernista havia descartado o realismo na pintura como um anacronismo, já que a fotografia em grande medida substituíra a pintura como meio de reproduzir a realidade, tendo se tornado o meio preferencial para isso quando os primeiros fotorrealistas iniciaram sua produção.[1] Porém, o uso da fotografia como principal base do trabalho constituía uma aceitação tácita dos princípios da arte moderna e teve uma recepção bastante favorável por outros setores da crítica e também pelo público. Isso não impediu que ressurgisse a polêmica, pois seus detratores viam a reprodução como uma anulação da personalidade do artista, uma limitação da sua criatividade e uma concessão ao conservadorismo do mercado de arte,[3][1][4][5]desconsiderando precedentes históricos importantes no fato de que o emprego de tecnologias diversas como a câmera escura e outros aparatos óptico-mecânicos para auxiliar na construção da pintura era uma prática corriqueira desde o século XV, como é sabido da produção de nomes notórios como Leonardo da VinciVermeer e Canaletto.[6][7] Após o surgimento da fotografia no século XIX ela logo se tornou um auxiliar de grande importância para inúmeros artistas que trabalhavam com a pintura tradicional mas que buscavam reproduzir com fidelidade os cenários, pessoas e objetos que viam.[7][1] Pintores destacados do século XIX como Eugène Delacroix,[8] Frederic Edwin ChurchAlbert Bierstadt,[9] e no Brasil Pedro Américo e Victor Meirelles, reconhecidamente usaram fotos para compor suas obras.[6] Muitos, porém, negavam esse uso, pois temiam ser vistos como meros copistas.[7][1]